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Poeira e Fumaça

Finalmente encontrei você

Paul Law

Parte 4 de “Quem é ela?”

19 janeiro 2026 4 minutos de leitura

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A mulher se revela como uma moça de pele escura, de cabelos negros, volumosos, olhos amarelos. Veste-se com colete de couro e calça de couro agarrada às coxas. Tem braceletes e caneleiras de ferro polido. O abdômen musculoso está à mostra e na mão direita, uma marreta.

Marcelo ainda está de mãos dadas com Mercúria, ambos parecem não acreditar no que estão vendo. A mulher caminha em direção dos dois:

— Finalmente encontrei você — a voz dela parece masculina.

— Quem é você? — Mercúria recua um passo.

— Eu é que pergunto: você sabe quem é?

— Sou Mercúria, a protetora da cidade!

A inimiga ri, é alta e forte.

— Então venha, Mercúria! Me mostre o que sabe fazer! — ela levanta a marreta.

Mercúria corre para atacá-la, mas antes de alcançá-la sente um peso estranho atingir seu corpo e depois, como se uma flor desabrochasse em seu peito, sente dor. O barulho de explosão se faz mais uma vez e ela cai de costas no meio da avenida.

— Tão previsível, heroína, tão previsível — ela ouve a voz da inimiga.

A ferida se regenera com velocidade, permanecendo apenas o tecido danificado do uniforme. Mercúria ganha fôlego e senta-se. Marcelo observa tudo com espanto. 

— A regeneração celular é um dom útil não é? — a adversária diz — É bom que você também tenha desenvolvido esta habilidade, posto que terei mais tempo para te fazer sofrer.

— Como pôde matar aquela pessoa inocente? — Mercúria se coloca em pé.

— O que pretende fazer? Correr? Não é só isso que sabe fazer?

— Não.

Mercúria avança mais uma vez em supervelocidade e desfere uma sequência de chutes que aprendera com Clarice. A oponente recua dois passos.

— Isso foi bom. Mas tenho algo melhor — a portadora da marreta aponta a mão para Mercúria e várias pequenas explosões acontecem pelo corpo da heroína.

Ela cai pela segunda vez. Mateus a fita da calçada, por que não fugiu?

— Ninguém sobrevive às explosões de Ardente. Esperava mais de você, já que é da família. 

— Família? — os ferimentos de Mercúria se regeneram rapidamente e ela teme por abusar do recurso.

— Pelo visto, não sabe nada sobre seus poderes — Ardente sorri com desdém.

— Não me importa — A velocista já está de pé.

Ardente sorri com malícia e depois avança com sua marreta levantada. Mercúria desvia com rapidez e aproveita a distração de Ardente para lhe desferir um soco veloz no rosto.

A vilã cai. Mercúria a pega pela perna e a arrasta com velocidade, mas chamas em sua mão fazem-na largar Ardente:

— Quer continuar bancando a heroína, não é? — a vilã estende a mão — Seu amigo não tem o poder de se regenerar das explosões. — Ela se vira para Marcelo, que estava do outro lado da rua.

Não! Mercúria dispara em supervelocidade e tem tempo de ver o ar faiscar na altura da cabeça do repórter. Quando está correndo, tudo parece lento demais e ela pode observar o ar se transformando em explosão. O truque de Ardente é mudar as moléculas atômicas das coisas e transformá-las em bomba.

A heroína chega antes da explosão e com o próprio corpo protege Marcelo. Ela cai com as costas desfiguradas.

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