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Poeira e Fumaça

Zero

Fagner JB.

Prólogo de SpeOps

6 outubro 2025 2 minutos de leitura

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Em 2030, na maior parte do planeta, toda forma de governo foi abolida e proibida. Isso não mudou praticamente nada de como era antes, só fez com que os civis parassem de pagar impostos para o governo, pra depois o governo pagasse às empresas, já que praticamente todos os seus serviços já eram terceirizados.

E também que um monte de filho da puta engravatado ficou desempregado. Ainda bem. Ninguém gosta de um filho da puta, muito menos quando ele paga de esnobe com um terno — é como se ele fosse melhor que você.

Depois disso o mundo virou uma zona. Centenas de subsidiarias foram criadas para substituir as poucas empresas que ainda eram pública. E a maioria delas exércitos ou polícias.

Logo isto se tornou um grande negócio. Todos estavam dispostos a pagar absurdos por segurança na época. Foram criadas muito mais empresas além das necessárias para a substituição. Havia cidades com mais de dez organizações fazendo a segurança dos civis. O que deixou praticamente o mundo todo sendo protegido por um bando de incompetentes.

Com o passar do tempo, surgiu a necessidade de qualidade. A exigência pública diante da concorrência era muito maior. Empresas de respeito apareceram ao redor do mundo, principalmente em cidades grandes, como Boswash, Paris, Buenos Aires, Seul, Beijing e Frankfurt. A diferença entre elas era somente dos recursos que tinham a disposição. Porque o treinamento e habilidades táticas eram bem parecidas.

Por um motivo simples: as melhores empresas de segurança do mundo foram treinadas pela mesma equipe: a minha equipe.

SpeOps, uma série em 6 partes.

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